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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Junta de Missões Mundiais comemora 107 anos


Na última sexta-feira, 27 de junho, a Junta deMissões Mundiais comemorou 107 anos com um culto de gratidão a Deus, que aconteceu às 11h na capela do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro. A celebração aconteceu um dia após o Dia do Missionário Batista. JMM e missionários formam uma só força no avanço aos campos transculturais. A agência missionária da Convenção Batista Brasileira para os povos transculturais reconhece que missionários são todos aqueles envolvidos com a missão de alcançar as nações para Cristo. São pessoas que se encontram nos mais distantes campos, mas também são aquelas que atuam em sua sede ou estão nas igrejas sustentando a obra com suas orações, ofertas e mobilização. 

Ao longo desses 107 anos, muitos fatos marcaram a história da humanidade: novos hábitos, novas descobertas, velhos problemas. O aumento expressivo da população mundial fez crescer ainda mais o desafio de cumprir a Grande Comissão. Hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas nesse planeta que ainda tem 3.800 povos não alcançados. A missão é desafiadora para a JMM que conta com cerca de 900 missionários espalhado por quase 80 países.

Pastor iraniano Behnam Irani retorna à prisão


O pastor, que está preso desde maio de 2011, passou dias desaparecido até que, em 23 de junho, retornou à sua cela na prisão Ghezal Hesar. Outros prisioneiros revelaram que Irani foi agredido por oficiais da inteligência nas primeiras horas do dia 7 de junho, após se opor a responder à convocação irregular do juiz Mohammad Yari, da 6ª Vara do Tribunal Revolucionário. 

Depois de agredido, ele foi levado à força ao juiz que o acusou de estar se comunicando com a mídia. Segundo informações da organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), Irani foi transferido para um centro de detenção, onde foi mantido em confinamento solitário e interrogado cinco vezes por quatro horas cada vez. Ele foi alertado de que se não obedecesse, receberia uma sentença maior e permaneceria na prisão por um longo tempo.

Duas semanas antes da agressão, as autoridades confiscaram sua Bíblia e literaturas cristãs que possuía.

Irani foi preso inicialmente em dezembro de 2006, e sentenciado em 2011 a seis anos de prisão por "ação contra o Estado" e "ação contra a ordem".

Durante seus primeiros meses na prisão Ghezal Hesar, o Pr. Irani foi mantido incomunicável numa pequena cela, onde guardas repetidamente o acordavam do sono como forma de tortura psicológica. Ele foi mudado para uma cela estreita em que os detentos não conseguiam se deitar para dormir, antes de ser transferido para uma cela lotada e imunda, onde dividia o espaço com mais 40 prisioneiros, muitos dos quais violentos. 

Ele também foi submetido à violência física e pressão psicológica, além de sofrer espancamentos dos companheiros de cela e autoridades da prisão, bem como ameaças de morte.

Em fevereiro de 2014, o Pr. Irani passou com sucesso por uma cirurgia para tratar complicações no estômago e no cólon.

Igreja da Inglaterra aprova mulheres para cargo de bispo

Photo: REUTERS/Nigel Roddis

A Igreja Anglicana da Inglaterra aprovou ontem (dia 14), em seu Sínodo Geral, a legislação que permite as mulheres servirem como episcopisas, ou agora bispas, com a função de administrar dioceses.

A nova lei exigia uma maioria de dois terços dos votos nas três câmaras da Igreja - dos bispos, clérigos e leigos - para ser implementada.

A legislação já havia sido votada há dois anos, mas enfrentou forte oposição de alas mais tradicionais da Igreja Anglicana e acabou não sendo aprovada por seis votos.

A votação mudou uma tradição secular da Igreja Anglicana, que há tempos estava dividida em relação ao tema.

Há 20 anos, as mulheres passaram a ser ordenadas sacerdotes. Hoje, mais de 20% dos sacerdotes anglicanos são mulheres.

A nova mudança veio depois de cinco horas de debates durante o sínodo geral anglicano - assembleia formada por sacerdotes e leigos.

Para a reverenda Lidsay Southern, "foi uma longa jornada". Já Lorna Ashworth, que integra a câmara de leigos e votou contra a medida, "haverá dias difíceis à frente" porque haverá resistência por parte da Igreja, principalmente entre novos padres.

Susie Leafe, que também faz parte da câmara de leigos e dirige o grupo evangélico consevador Reform, se disse "desapontada" pela votação. "Para um quarto da Igreja, isso não vai ao encontro às suas convicções teológicas", disse ela.

A legislação inclui concessões para aos párocos contrários à mudança, como a possibilidade de pedirem para ter bispos homens como superiores se tiverem alguma objeção em responder a uma mulher e a levar eventuais disputas a um mediador independente.

A Igreja Anglicana é o maior grupo cristão na Grã-Bretanha e está presente em mais de 160 países. Mulheres já ocupavam o cargo de bispas em alguns deles, como Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Austrália, Irlanda, Cuba, Índia e Nova Zelândia.

A Inglaterra pode se juntar a este grupo ainda neste ano. A nova lei agora seguirá para análise no Parlamento e deve ser formalmente promulgada em um novo sínodo, em 17 de novembro.

Rubem Alves é internado em UTI e está inconsciente

Jackson Romanelli/DivulgaçãoO escritor, educador, psicanalista, teólogo e ex-pastor presbiteriano, Rubem Alves, de 80 anos, foi internado nesta semana na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) doCentro Médico Barão Geraldo, em Campinas (SP). O pastor Luiz Longuini Neto o visitouontem à noite, por volta das 20h30, e disse que o educador está inconsciente.

“Ele está em tratamento intensivo, parece que com uma infecção pulmonar. Não tenho mais detalhes. Orei com ele e recitei partes do Salmo 91. Ele está inconsciente. Vamos permanecer em oração por ele e pela família”, pediu Longuini.

Segundo o jornal O Estado de Minas, em 2010, Rubem já havia enfrentado um câncer, além de problemas no coração e coluna, que o obrigaram a passar por cirurgias.

Rubem Alves completou 80 anos em setembro do ano passado. Ele nasceu em 1933 na serra da Boa Esperança em Minas Gerais.

Sudão proíbe construção de novas igrejas

Foto: ibtaua.org.br/missoes1000acoes/?p=53No fim de semana, um ministro do governo sudanês disse que os cristãos já tinham igrejas o bastante.

O secretário-geral do Conselho de Igrejas do Sudão criticou as autoridades do país pela proibição à construção de novas igrejas e disse à BBC que o anúncio veio depois que uma igreja foi demolida, perto da capital, Cartum, neste mês por urbanistas da cidade.
O Sudão é um país de maioria muçulmana, mas oficialmente permite a liberdade religiosa.

Após a separação do Sudão do Sul, em julho de 2011, muitos dos habitantes cristãos do Sudão se mudaram para o sul.

Shalil Abdullah, ministro de Orientação e Doações, havia dito no sábado que as igrejas que sobraram já eram suficientes para os cristãos que permaneceram no Sudão.

Rev Kori El Ramli, o secretário-geral do Conselho de Igrejas do Sudão, disse ter ficado surpreso com a medida, uma vez que líderes da Igreja sempre tiveram um bom relacionamento com as autoridades. “Estamos crescendo, precisamos de mais igrejas”, disse ao programa de rádio da BBC Focus on Africa.

Ramli opinou que os urbanistas estão forçando os cristãos a saírem de uma área de favela da cidade de Omdurman – a igreja que foi demolida ficava nesse bairro. A decisão significaria que a área para onde as pessoas estão sendo realocadas - no norte da cidade – não teria igrejas, disse.

“Queremos que o governo nos dê novos espaços para que possamos construir uma nova igreja”, disse o clérigo. “Somos cidadãos e a Constituição diz que há liberdade de religião e de culto. Estamos usando isso para conseguir os nossos direitos.”

As autoridades recentemente parecem estar assumindo uma posição mais ameaçadora em relação aos cristãos, acrescentou.

Uma oficina realizada pelo Conselho na Universidade do Sudão na segunda-feira foi interrompida por agentes de inteligência que os acusaram de evangelizar, disse.

Houve comoção internacional em maio, quando a Justiça do Sudão condenou à morte por enforcamento uma mulher muçulmana acusada de apostasia - abandono da religião - depois que ela se afastou do islã para se casar com um cristão.

As autoridades consideraram que a sudanesa era muçulmana, porque seu pai era muçulmano. Mas ela fora criada como cristã ortodoxa, a religião da mãe, pois teria tido um pai ausente durante a infância.

Em junho, a sudanesa condenada à morte foi libertada e a sentença de morte foi anulada.